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património > Memorial medieval (memória)

Memorial da Alpendorada

IPA
Monumento
NºIPA
1307010004
Designação
Memorial da Alpendurada
Localização
Porto, Marco de Canaveses, Alpendurada e Matos
Acesso
Lug. do Memorial, km 77 da EN 210
Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910
Enquadramento
Urbano, no extremo S. da povoação, junto ao cruzamento da EN 210 com a EN 108. A plataforma onde se implanta o memorial, envolvida por um pequeno murete, está ajardinada, havendo algumas plantas que o encobrem. A zona envolvente, para além da estrada que lhe passa defronte, está completamente urbanizada, havendo algumas utilizações comerciais, com utilização de reclames luminosos, e um posto de venda de combustíveis líquidos.
Descrição
Marmoiral constituído por um plinto rectangular de duas fiadas de silhares graníticos, com sapata, onde se abria uma dupla cavidade mortuária. Sobre esta base ergue-se uma parede rasgada por um arco de volta perfeita composto por dez aduelas, sem decoração. O conjunto é encimado por uma cornija com dupla moldura relevada horizontal, sendo o remate constituído por pedras dispostas em duas águas de pendente acentuado. O vão do arco não apresenta pedra sepulcral, possuindo a plataforma em que assenta o arco gravada uma espada, tendo o punho um remate em esfera. O monumento encontra-se rodeado por uma base de lajes graníticas. O túmulo foi deslocado aquando da abertura da estrada, encontrando-se actualmente em plano bastante superior à estrada, na parte a cavaleiro do talude sobre a estrada, o que afecta negativamente a sua visibilidade, sendo o acesso ao monumento feito por uma pequena escadaria.
Utilização Inicial
Funerária
Utilização Actual
Marco histórico-cultural
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho
Época de Construção
Séc. 12 (conjectural)
Cronologia
Séc. 12 - Provável construção.
Tipologia
Arquitectura funerária românica.
Características Particulares
Dupla cavidade mortuária.
Dados Técnicos
Estrutura mista.
Materiais
Granito.
Bibliografia
COSTA, António Carvalho da, Corografia portuguesa e topografica do Reyno de Portugal, I, Lisboa, 1706, p. 399; VIEIRA, José Augusto, O Minho Pittoresco, 2, Lisboa, 1887, p. 503; VITORINO, Pedro, Os marmoriais, sep. de Douro Litoral, 1ª série, 5, Porto, 1942, p. 7 - 9; AGUIAR, Manuel Vieira de, Descrição histórica, corográfica e folclórica de Marco de Canaveses, Porto, 1947, p. 61; SILVA, António Manuel S. Pinto da, O Memorial de Santo António Stª Eulália, Arouca, e os Marmoirais medievais: revisão da sua problemética e propostas para uma análise globalizante, in Actas das I Jornadas de História e Arqueologia do concelho de Arouca, Arouca, 1987, p. 84 e 94; BARROCA, Mário Jorge, Necrópoles e Sepulturas Medievais de Entre-Douro-e-Minho (séculos V a XV), Porto, 1987, p. 447 - 448; SILVA, João Belmiro P. da, Marco de Canaveses - Sepulturas Medievais Concelhias. II. Sepulturas Com Lajes de Cobertura e Túmulos Móveis, Marco de Canaveses, 1990, p. 35 -